16h41 11 Fev 20
A Madeira vai ser em 2020 o "destino predileto" das agências de viagens nacionais reunidas na APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), o que vai implicar o reforço da operação turística para a região, além das ações de marketing e promoção.
"Este é o momento ideal em que precisamos de atuar, aumentando os fluxos turísticos para a Madeira e também no objetivo de diminuír a sazonalidade na região", salienta Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT.
Esta iniciativa da APAVT envolve "muito trabalho técnico com os operadores turísticos que trabalham o destino Madeira", frisa ainda o presidente da associação das agências de viagens.
A eleição deste destino predileto das agências de viagens em 2020 "surge num momento delicado para o destino Madeira, que foi acossada com falências importantes de companhias aéreas e operadores turísticos, ferindo o seu principal mercado", lembra Pedro Costa Ferreira, destacando a "inoperacionalidade do aeroporto do Funchal, que tem uma visibilidade cada vez maior".
Em 2020, as agências de viagens portuguesas propõem-se contribuír para um aumento de turistas na Madeira, com particular enfoque no turismo ativo e de experiências na natureza mais apelativo "para o segmento jovem, mas não só", além de elevar o tempo médio de estada dos visitantes e promover o destino para a realização de eventos.
Destino afetado por 9 falências em 2019
Lembrando que a Madeira foi diretamente afetada por 9 falências de companhias aéreas no ano passado, Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, saudou a iniciativa das agências de viagens nacionais no sentido de dar atenção especial e dinamizar o destino em 2020.
"Temos como tónica encarar os constrangimentos que se nos colocam como dádivas, porque também são oportunidades de trabalhar para a sua superação. Senão tivessemos tido a pressão de tantas falências de companhias aéreas, não teríamos tanto ímpeto de inovar e estaríamos no mesmo estágio de desenvolvimento", lembrou Eduardo Jesus.
A ameaça da Easyjet de deixar de voar para a Madeira por não conseguir implementar as mudanças que irá envolver o novo subsídio de mobilidade "não se deverá traduzir numa prática", segundo adiantou Eduardo Jesus.
"Não queremos perder uma companhia como a Easyjet, e estamos em contacto regular com os seus responsáveis garantindo, da nossa parte, apoio político total", frisa Eduardo Jesus, lembrando que a nova lei ainda carece de regulamentação, e acredita que haverá "empenho nacional" para que não resulte em diminuição de turistas.
Na perspetiva do presidente da APAVT, "o que gostaríamos de ver na Madeira era mais rotas e mais companhias aéreas, a região precisa de maior concorrência para se conseguir um efeito de baixar os preços".